quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A campanha no norte da África (1940-41)



 
A campanha no norte da África (1940-1941)
na visão do Primeiro-Ministro britânico Churchill


 
Nossa fonte
Memórias da Segunda Guerra MundialSir Winston Churchill
RJ: Nova Fronteira, 1995.


 
No Capítulo 15 (Vitória no Deserto) do Livro II (Sozinhos)
Sir Winston Churchill descreve as ações britânicas contra os italianos no norte da África e no Mediterrâneo


Quando a Itália declarou guerra, em 10 de junho de 1940, o serviço secreto britânico calculou – corretamente, sabemos hoje – que, à parte suas guarnições na Etiópia, Eritreia e Somália, havia cerca de 215 mil soldados italianos nas províncias costeiras norte-africanas. As tropas britânicas no Egito correspondiam, talvez, a 50 mil homens. Com estes, era preciso garantir a defesa da fronteira ocidental e a segurança inteira do Egito. Por conseguinte, teríamos grandes desvantagens em campanha, e os italianos também dispunham de muito mais aviões.”
(p. 446)

Até o colapso francês, o controle do Mediterrâneo estivera dividido entre as armadas britânica e francesa. Agora, a França estava fora e a Itália havia entrado. A armada italiana, numericamente poderosa, e a Força Aérea italiana, também vigorosa, estavam alinhados contra nós. Tão impressionante se afigurava essa situação que as primeiras considerações do Almirantado contemplaram o abandono do Mediterrâneo oriental e a concentração em Gibraltar. Resisti a essa política, que, embora justificada no papel pelo poderio da armada italiana, não correspondia a minhas impressões dos valores de combatividade e parecia prenunciar a destruição de Malta. Eu estava decidido a travar batalhas nas duas extremidades. [...]
(p. 449)

Churchill aborda a tentativa italiana de conquistar o Egito em setembro de 1940 e o fracasso da ofensiva, barrada pelas defesas britânicas.

No dia 17 [de setembro de 1940], o Exército italiano chegou a Sidi Barrani. Nossas baixas somaram quarenta mortos e feridos, enquanto as do inimigo foram cerca de dez vezes maiores, incluindo 150 veículos destruídos. Ali, com suas comunicações estendidas por sessenta milhas, os italianos se instalaram para passar os três meses seguintes.” (p. 451)

Então, em outubro, o Duce resolve atacar a Grécia - “irrompeu então no palco do Mediterrâneo uma nova agressão de Mussolini.” (p. 452) – o que foi outro fracasso dos fascistas italianos - “A invasão italiana da Grécia a partir da Albânia foi outro duro revés para Mussolini. O primeiro ataque foi repelido com baixas pesadas, e os gregos contra-atacaram imediatamente” (p. 453) e assim os britânicos resolvem agir na defesa das posições mediterrâneas.

Embora, no papel, ainda fôssemos largamente superados em número pela esquadra italiana, algumas melhorias acentuadas já tinham sido feitas em nossas forças no Mediterrâneo” (p. 454) e cita o ataque britânico contra a base italiana de Taranto.

(ver sobre o ataque de Taranto em


Churchill relembra a ofensiva britânica (Operation Compass) em 6 de dezembro de 1940 (com cerca de 25 mil homens) no início da batalha de Sidi Barrani (9 dezembro 1940)

Em 15 de dezembro, todos os soldados inimigos tinham sido expulsos do Egito.” (p. 456) No ataque participaram tropas inglesas, egípcias e australianas, além das coloniais – indianas, sul-africanas – sob o comando do General Archibald Wavell. Tropas da França livre (Free France) lutavam sob comando britânico. Os britânicos contavam também – nas operações ao sul - com tropas etíopes do imperador Selassie (o mesmo deposto e exilado por Mussolini em 1936)

Mais sobre a Operação Compasso em


Em seguida, os australianos da 6ª Divisão avançaram para a Cirenaica, atingindo Tubruq [Tobruk] em 6 de janeiro de 1941, atacada em 21-22 do mesmo mês, e chegando até Benghazi em início de fevereiro. Enquanto os britânicos, com seus tanques 'Mathilda' – da 7ª Divisão Blindada (7th Armoured Division) conhecida como os 'ratos do deserto' (Desert Rats) - seguem mais ao sul, na orla do deserto, passando por Makili (27 janeiro), Msus (5 fevereiro) e Baydafumm (7 fevereiro) já próxima ao litoral do Mediterrâneo.

O limite do avanço era Agheila, na fronteira da Tripolitânia. O Exército do deserto avançara “mais de duzentas milhas”, atacando “dois portos fortificados”, e fazendo “113 mil prisioneiros” e capturando “7000 canhões”. Assim “o grande Exército italiano que invadira e esperava conquistar o Egito mal existia como força militar” (p. 458) Um alívio momentâneo para os britânicos.


videos (english)






LdeM

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