quinta-feira, 5 de maio de 2011

Revolta no Iraq - Blitz sobre Londres



1941

maio 


Avanço britânico para sufocar revolta dos nacionalistas no Iraq
onde Rachid Ali instala um governo com apoio dos nazistas


“Durante o ano de 1941, a preocupação com importantes fontes de petróleo transformou o Oriente Médio em um palco de guerra. Churchill estava preocupado que a Síria, sob controle do governo pró-alemão de Vichy, formaria o trampolim para a ação da Alemanha contra os campos de petróleo do Iraque. Os temores britânicos aumentaram quando as tropas alemãs se deslocaram pela Grécia e norte da África, parecendo objetivar uma conquista do Oriente Médio. Em abril de 1941, todos os medos de Churchill se tornaram realidade quando Rashid Ali liderou um golpe pró-Alemanha no Iraque – e solicitou apoio alemão para seu governo. Aviões alemães voaram para Damasco e Mosul.”



“Sob um governo pró-Inglaterra por vários anos, o Iraque era a maior fonte de petróleo do país e abrigava uma importante base da Força Aérea Real inglesa em Habbanyia. No entanto, em 3 de abril de 1941, com ajuda de agentes alemães, Rashid Ali tomou o controle do Iraque e recorreu a Hitler para obter apoio.

Rápidos em aproveitar a oportunidade, os alemães enviaram ajuda militar para o Iraque com aeronaves da Luftwaffe, que eram obrigadas a pousar na Síria, controlada por Vichy, para reabastecer. Embora a ameaça fosse, sob vários ângulos, minúscula, as forças inglesas reagiram rapidamente. No dia 17 de abril, tropas indianas reunidas às pressas pousaram no sul do Iraque para proteger os campos de petróleo da região. Encontrando pouca resistência, a brigada inglesa se deslocou para o norte, garantindo a segurança de importantes oleodutos de petróleo enquanto avançava. Em maio, a orça indiana atingiu Bagdah e Habbanyia – apenas para ser atacada por forças iraquianas. Depois de uma breve batalha, os iraquianos foram derrotados, e Raschid Ali [ declarado Primeiro-Ministro] fugiu para o exílio. O governo pró-Inglaterra de Nuri-es-Said foi reinstaurado; no entanto, as tropas inglesas permaneceram na área pelo resto da guerra para garantir a segurança dos campos de petróleo.


“Ainda preocupados que a Vichy francesa representasse uma ameaça no futuro, em junho de 1941, ingleses e forças livres francesas invadiram a Síria, partindo do Iraque e da Palestina. Depois de mais de um mês de inesperada resistência, os Aliados venceram as forças francesas de Vichy, aceitando sua rendição em Aleppo. Em setembro de 1941, forças inglesas e russas ocuparam a Pérsia [atual Iran] para proteger a importante rota de petróleo para a União Soviética.”

pp. 67-68


fonte: JORDAN, David. Atlas da II Guerra Mundial.
Alemanha versus Inglaterra. Volume I de III.
São Paulo: Escala, 2008.


mais sobre a guerra Anglo-Iraquiana

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video sobre a perseguição aos judeus
no Iraq em junho 1941

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Bombardeio sobre a Grã-Bretanha



Entre 9 e 10 de maio de 1941 ocorreu o último grande ataque (Blitz) sobre Londres, a capital da Grã-Bretanha. Ao mesmo tempo um avião Messershmitt sobrevoava a Inglaterra, rumando não para a capital, mas para uma propriedade rural na Escócia. Enquanto uma chuva de bombas incendiava a metrópole, um dito 'negociador da paz' almejava encontrar contatos nos bastidores da política britânica.


Desde o Dia da Águia – Adlertag – 13 de agosto de 1940, e o último grande ataque – em 15 de setembro – as estratégias da Luftwaffe para preparar uma esperada invasão - das forças alemães no território britânico – foram rechaçadas pela resistência dos 'poucos' – os pilotos da RAF, Royal Air Force – que não mediram esforços para derrubar os caças e os bombardeiros alemães.


O último grande ataque em Londres foi em 10 de maio: 515 bombardeiros destruíram ou danificaram vários prédios importantes, como o Museu Britânico , o Palácio de Westminster e o Palácio de St. James. A incursão causou mais vítimas do que qualquer outra: 1,364 mortos e 1,616 seriamente feridos. Seis dias depois, 111 bombardeiros atacaram Birmingham; este seria o último grande ataque a uma cidade britânica por aproximadamente um ano e meio.




No plano político, o ditador alemão Hitler ainda não se decidira por uma 'guerra total' contra a Grã-Bretanha, esperando a neutralidade britânica para estabilizar a hegemonia alemã na Europa ocidental, e preparar-se para a invasão do Leste, rumo à conquista do 'espaço vital' (Lebensraum), nas estepes ucranianas e russas.

Muitos historiadores – ainda mais depois do voo de Hess – discutem se Hitler queria mesmo invadir as ilhas britânicas, ou seria tudo um modo de ameaça, ou ainda uma forma de desviar as atenções dos russos soviéticos.



(txt: Leonardo de Magalhaens)


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dia da Águia

15 september 1940


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próximo -- O Voo de Hess - 10  maio 1941

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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Tropas alemãs ocupam a Grécia - 1941




Tropas alemãs ocupam a Grécia

abril 1941


Uma fonte britânica.

fonte: MACKSEY, K. J. Divisões Panzer – Os Punhos de Aço. RJ: Renes, 1974



“Para os alemães, a resistência grega era melhor organizada do que a dos iugoslavos, porém foi pouco mais proveitosa. Em pouco tempo as defesas gregas que protegiam Salonica foram rompidas no leste, flanqueadas da direção de Skopie, na Iugoslávia, deixando que os alemães se espalhassem por todo o norte da Grécia e permitindo-lhes atacar, pela retaguarda, o Exército Grego, já em combate na Albânia. Por volta de 16 de abril toda a frente norte entrara em colapso, quando o Exército grego se rendeu, deixando os britânicos na defesa da linha do rio Aliakmon quase que sozinhos. Esperava-se que os gregos resistissem nas montanhas da Grécia Central, com tropas que conheciam melhor aquele terreno acidentado, enquanto que os britânicos protegeram a planície costeira com suas forças mais mecanizadas, a derrubada do principal exército grego pôs por terra este plano – e, na verdade, deixou os britânicos sem outra alternativa que não a retirada rápida para o sul.”

[…]

“Os britânicos recuaram através de excelente terreno defensivo, entregando muitas posições que poderiam ter sido defendidas indefinidamente, se houvesse forças mais poderosas em disponibilidade. Nas Termópilas, onde Leônidas resistira, os britânicos também resistiram, causando grande destruição com sua artilharia de campanha e a antitanque. Toda uma companhia de 19 tanques tentava invadir o passo, ficou presa ali dentro e foi praticamente eliminada com fogo cerrado. Mas este foi o último gesto de desafio dos britânicos: divisões-de-montanha inimigas os atacaram, obrigando-os a prosseguir na retirada para o mar. No final do mês [abril] não havia em solo grego mais nenhum britânico, exceto os mortos e os que foram feitos prisioneiros.”

(pp. 56/57)

fonte: MACKSEY, K. J. Divisões Panzer – Os Punhos de Aço. RJ: Renes, 1974


….


Outra fonte, agora italiana.

fonte: FIORANI, Flavio. História Ilustrada da II Guerra Mundial. Vol. 1. SP: Larousse, 2009.

“A decisão de Hitler de invadir a Iugoslávia para obter o pleno controle dos Balcãs, socorrer o aliado em dificuldades e afastar os ingleses da Grécia conduz ao ataque de surpresa com o qual, no dia 6 de abril, as forças do Eixo invadem o país. A operação é confiada ao XII Exército do marechal-de-campo Wilhelm List, que, partindo da Bulgária, dirige-se para Belgrado, enquanto o II Exército do general Weichs cruza a fronteira iugoslava pelo norte.

Da Hungria intervém o III Exército Húngaro, enquanto o I Exército Italiano, sob o comando do general Vittorio Ambrosio, alinha-se na fronteira ítalo-iugoslava. Na aurora do dia 6 de abril a Luftwaffe de Goering bombardeia Belgrado, que também foi declarada 'cidade aberta'. Em apenas duas semanas a resistência iugoslava é aniquilada e o país é desmembrado (protetorado alemão na Sérvia e na Eslovênia, a Macedônia é cedida à Bulgária e é estabelecido um Estado fascista na Grécia sob tutela italiana.)

O XII Exército de List penetra na Grécia vindo da Bulgária e em curto tempo alcança Salônica, eliminando um expressivo contingente grego aquartelado na Trácia. A superioridade das forças do Eixo vence as tropas gregas auxiliadas por quatro divisões britânicas. Avançando para a costa ocidental da Grécia, a Wehrmacht elimina as divisões gregas na Albânia. Desbaratadas as linhas defensivas britânicas com rápidas operações de cerco, os alemães conseguem sufocar toda resistência. Aos ingleses não resta outra opção a não ser retirar-se do Pireu e do Peloponeso para Creta.

“Se os destinos da guerra no norte da África ainda eram inertes, a campanha dos Balcãs constitui um novo sucesso da Blitzkrieg. A Alemanha nazista pode assim ampliar a 'grande área' da Europa continental e acrescentar um gigantesco reservatório de gêneros alimentícios e matérias-primas ao domínio do Grande Reich.”

(pp. 92 e 94)

fonte: FIORANI, Flavio. História Ilustrada da II Guerra Mundial. Vol. 1. SP: Larousse, 2009.



A Queda de Atenas – 27 de abril de 1941


Após a queda de Salonica (9 de abril) e o domínio sobre o passo de Termópilas (23 de abril) as tropas alemãs seguiram para o sul, fazendo recuar os britânicos, que se deslocaram para a ilha de Creta.

Em apenas quatro dias, as tropas da Wehrmacht avançam de Termópilas até a capital helênica, Atenas, onde hasteiam a bandeira com a suástica no alto da Acrópole.

É finalizada assim a invasão da Grécia iniciada por tropas italianas fascistas em 28 de outubro de 1940. Os gregos resistiram aos italianos – e chegaram a adentrar a Albânia – ao longo de três meses, até que os alemães – alegando a interferência britânica – resolveram realizar a Operação Marita e invadir a Grécia a partir da Iugoslávia e da Bulgária, em 6 de abril de 1941.

Com a ocupação da Grécia, e em seguida a invasão aérea da ilha de Creta, completa-se o domínio sobre a península balcânica, restando as tropas alemães se reposicionarem na Europa do Leste para uma iminente invasão da URSS (Países Bálticos, Ucrânia, Rússia, etc) em meados de junho de 1941, na denominada Operação Barbarossa.




seleção de trechos e comentário
por Leonardo de Magalhaens



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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Avanço do Afrika Korps 1941



1941


Combates do Afrika Korps


fonte: MACKSEY, K. J. “Divisões Panzer – Os Punhos de Aço
(NY, 1968) (BRA, Renes, 1974)
trad. N. Japour



“De todos os generais das divisões Panzer, Rommel era o mais experiente no combate a tanques britânicos. Ele levara a pior em Arras, em 1940, desforrando-se próximo de Bengazi, em abril de 1941. Repelido em Tobruk, em maio, fora o primeiro a consolidar a posição em Halfaya, na fronteira egípcia, antes de se voltar novamente contra Tobruk. Uma série de escaramuças lhe dera poderosa vantagem no Passo de Halfaya, que ele começou a fortificar usando uns poucos canhões antiaéreos de 88 mm para lançar as bases da defesa antitanque. Ele estava prestes a aplicar as lições que aprendera em Arras, para dar maior vantagem as divisões Panzer na defesa. Era preciso adotar uma posição defensiva, pois a chegada da 15ª Divisão Panzer para unir-se à 5ª Ligeira tinha – ironicamente – piorado a escassez de suprimentos, o que impedia qualquer possibilidade de operações ofensivas, pelo menos temporariamente. De qualquer modo, com o passar de junho, tornou-se evidente que os britânicos estavam prestes a atacar.
[p. 57]


“Quando os britânicos fizeram um ataque direto contra o Passo de Halfaya e desviaram os velozes e pesados tanques cruzadores pelo flanco do deserto, no dia 15 de junho, os canhões alemães de 88 mm anularam completamente esses ataque e quebraram a ponta do gancho interior. Logo após, Rommel empenhou sua própria força blindada num esforço para alcançar os tanques britânicos no momento em que estes encontravam dificuldades contra seus canhões antitanques. Mas agora era a vez de os tanques de Rommel terem problemas contra um inimigo que não se abalara e que revidava arduamente – e os alemães foram repelidos.”
[pp. 58-59]


As forças britânicas passaram a usar um novo tanque – o Crusader – visto que os Matildas eram presas fáceis para os canhões de 88 mm – que furavam a armadura quando o tiro era certeiro, em distâncias menores. Em outros tanques os tiros dos flaks 88mm resvalavam na blindagem, quando o tiro era indireto, ou em distâncias maiores. Quando o combate era tanque-tanque os Matilda resistiam aos projéteis alemães.




fonte: MACKSEY, K. J. “Divisões Panzer – Os Punhos de Aço
(NY, 1968) (BRA, Renes, 1974)
trad. N. Japour




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domingo, 3 de abril de 2011

Combates do Afrika Korps



1941


Combates do Afrika Korps




fonte: JORDAN, David. Atlas da II Guerra Mundial.
Alemanha versus Inglaterra. Volume I de III.
São Paulo: Escala, 2008.


A chegada de Rommel com o Afrika Korps


“Churchill retirou tropas do comando de Wavell para a defesa da Grécia – deixando apenas uma força de cobertura para defender Cirenaica. Ao mesmo tempo, Hitler enviou ajuda para seu aliado do eixo, destacando a 5ª Divisão Leve e a 15ª Divisão Panzer para a batalha no norte da África. Embora cronicamente mais fraco e mal-equipado, o grupo, que se tornou conhecido como Afrika Korps, ganharia fama sob o comando do General Erwin Rommel – um mestre na estratégia de guerra. Inicialmente, Rommel, sob o comando titular italiano, foi enviado apenas para defender a linha perto de El Agheila. Percebendo a fraqueza inglesa, no entanto, Rommel preferiu atacar em 31 de março – antes mesmo de todos os membros do Afrika Korps terem chegado ao continente. Depois de um breve embate, a 2ª Divisão Armada inglesa recuou da defensiva em Mersa Brega, abrindo caminho para o avanço de Rommel.


Com os ingleses recuando, Rommel enviou parte de sua força para a costa, na direção de Benghazi, onde a 5ª Divisão Leve atacou pelo deserto no sentido de Mechili. Apesar do fato de as forças de Rommel estarem dispersas e com falta de combustível, os ingleses não organizaram nenhum contra-ataque. Na verdade, a retirada deles se transformou em desastre quando, no dia 7 de abril, forças alemãs capturaram o próprio O'Connor e a maior parte da estrutura de comando em Darnah.


Cansados, mas ainda em boa forma, membros da 9ª Divisão australiana e da 2ª Divisão Armada recuaram para a cidade portuária de Tobruk e resistiram, numa tentativa de negar domínio sobre uma cidade portuária importante para os alemães. As forças de Rommel atacaram o bastião defensivo de Tobruk no dia 12 de abril, mas foram repelidas. Sem se preocupar, os Afrika Korps avançaram para o Egito, planejando lidar com o contigente em Tobruk quando lhes fosse conveniente.


Embora Rommel tivesse enviado forças leves para o Egito, os Afrika Korps agora estavam em situação crítica de abastecimento, dependendo de um sistema de apoio logístico que ia por todo o caminho até Tripoli. Forçado a reverter para uma postura defensiva e esperar reforços e abastecimento, Rommel prestou mais atenção no cerco de Tobruk, pois a necessidade de um portoc avançado tinha se tornado crítica. No entanto, o contigente em Tobruk, usando o poder de artilharia, se manteve firme contra todas as expectativas – tornando o trabalho de Rommel muito difícil. Ao mesmo tempo, grande parte da força britânica enviada para defender a Grécia retornou ao Egito, tendo falhado em impedir o domínio do Eixo nos Balcãs.”


fonte: JORDAN, David. Atlas da II Guerra Mundial.
Alemanha versus Inglaterra. Volume I de III.
São Paulo: Escala, 2008.
pp. 69-70

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quinta-feira, 24 de março de 2011

A Batalha do Cabo Matapan - Guerra no Mediterrâneo





A Batalha do Cabo Matapan


28-29 março 1941



fonte: JORDAN, David. Atlas da II Guerra Mundial.
Alemanha versus Inglaterra. Volume I de III.
São Paulo: Escala, 2008.


“Em 27 de março de 1941, a Esquadra Inglesa do Mediterrâneo,
sob o comando do Almirante Cunningham, afundou três cruzadores
e dois destróieres italianos e danificou o couraçado Vittorio Veneto,
ao custo da perda de apenas uma aeronave.”


O declínio da sorte italiana no norte da África e a intervenção inglesa na Grécia arrancaram a marinha italiana de sua letargia. Inicialmente relutantes em atacar navios ingleses na e ao redor da Grécia, a entrada dos alemães no conflito ajudou as forças italianas a entrarem em ação. Em 27 de março, uma considerável força naval italiana se formou na costa da Sicília – incluindo um couraçado, o Vittorio Veneto, oito cruzadores e nove destróieres – esperando destruir as embarcações inglesas no norte de Creta.


No entanto, devido a uma falha no sistema de inteligência, os ingleses sabiam das intenções italianas e iniciaram uma ofensiva do mar de Alexandria no mesmo dia, com uma força de três couraçados e um porta-aviões, além de uma série de cruzadores e destróires. Na manhã seguinte, em uma ação conhecida como a Batalha do Cabo Matapan, um ataque de bombardeiros pegou a força italiana desprevenida, danificando o Vittorio Veneto e incapacitando o cruzador pesado Pola. Enquanto parte da esquadra de Iachino voltava para casa com o Vittorio Veneto, alguns ficaram para trás com o atingido Pola. Em uma batalha noturna, os navios de superfície ingleses atacaram o restante das forças italianas, afundando três cruzadores pesados e dois destróieres.


A vitória foi importante e deixou a esquadra italiana em postura defensiva e incapaz de interromper a evacuação inglesa da Grécia e de Creta.”

pp. 81-83




mais sobre a Batalha do Cabo Matapan


wikipedia


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HMS Warspite


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OPERAÇÕES NAVAIS NO MEDITERRÂNEO


Guerra de Abastecimento


“A guerra no norte da África era de muitos modos uma guerra de abastecimento, já que os navios com suprimentos tanto da Inglaterra quanto do Eixo tinham que vencer as perigosas águas do Mediterrâneo para manter seus exércitos no norte da África vivos. No entanto, a entrada da Alemanha no conflito e as posteriores vitórias do Eixo em terra na Grécia e na África do Norte alteraram o equilíbrio de modo desfavorável para a Inglaterra. Ao contrário da guerra no Atlântico, todo o Mediterrâneo estava sujeito a ataques aéreos.


Com suas vitórias, o Eixo conquistou a maior parte de bases aéreas do Mediterrâneo central – deixando as linhas de abastecimento inglesas em grande perigo. Os ingleses tinham apenas a pequena ilha de Malta, a 110 km ao sul da Sicília, como um elo vital aéreo e marítimo na área. Submarinos e aeronaves aportados em Malta poderiam virtualmente atacar qualquer rota de abastecimento do Eixo, geralmente causando danos consideráveis em remessas valiosas. Dessa forma, Malta se tornou alvo de bombardeios incessantes e vivia com a constante ameaça de invasão.


O contigente lá iria permanecer intacto, entretanto, tendo um papel fundamental no conflito do Mediterrâneo. Em reconhecimento a seu importante papel, a pequena ilha recebeu a Cruz de George, a mais alta condecoração civil, do rei George VI.

p. 80



fonte: JORDAN, David. Atlas da II Guerra Mundial.
Alemanha versus Inglaterra. Volume I de III.
São Paulo: Escala, 2008.


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terça-feira, 15 de março de 2011

EUA - Congresso aprova a Lend-Lease Act



Estados Unidos



Congresso aprova a Lei de  Empréstimo e Arrendamento

(Lend-Lease Act 1941, 11 de março)


Após o célebre discurso, no qual proclamava a América como o “Arsenal da Democracia”, o Presidente Franklin Roosevelt enviou o projeto de Lei  do “lend-lease”, no qual o governo americano passaria a fornecer material bélico e outros serviços aos aliados na guerra mundial iniciada em 1939. Os aliados – naquele momento, eram os britânicos – a enfrentarem os alemães-nazistas e os italianos-fascistas – e os chineses – oprimidos e saqueados pelos japoneses-militaristas.


Discurso “Arsenal da Democracia



Roosevelt procurava manter bem diante da opinião pública que estava dividida entre ajudar as nações atacadas por forças do Eixo e manter a neutralidade. A lei de empréstimo e arredamento previa uma ajuda, não uma intervenção. A ação direta das forças armadas ainda não era 'desejo popular', visto que somente o ataque japonês em Pearl Harbour, no fim de 1941, levaria o povo norte-americano a unir-se indignado contra o ataque do 'dia da infâmia'.


Mas vejamos como estava o ânimo belicista (ou o isolacionista) do povo norte-americano no início do turbulento ano de 1941.


“Apresentando seu projeto, o Presidente interpretara corretamente o sentimento da nação. Durante dois meses o projeto foi debatido no Congresso. Quando veio a cotação final, a medida foi aprovada por 317 a 171 na Câmara e por 60 a 31 no Senado. Se o Congresso, como parece razoável presumir, refletia a opinião pública do país, restaria pouca dúvida de que o povo americano estava disposto a ajudar a Inglaterra. As noções convencionais de neutralidade estavam fora de moda; diante de uma agressão mundial o sentimento americano estava inclinado a se alinhar contra o agressor.


Com isso não se quer dizer que o povo americano no início da primavera de 1941 estivesse pronto para a guerra. Nada é mais comum neste mundo, tanto para o indivíduo como para a massa, do que nutrir desejos contraditórios. Quando o projeto do 'lend-lease' foi aprovado, muitos americanos tanto queriam evitar a guerra como ajudar as democracias, mesmo com o risco da própria guerra. A organização 'América Primeiro' ainda estava em atividade. Quando Hitler, coroando sua carreira de loucuras, lançou um ataque contra a Rússia em junho de 1941, os partidários da não-intervenção passaram rapidamente a argumentar que se por acaso existira algum perigo para os Estados Unidos, esse perigo agora tinha sido afastado. Por que não deixar que os dois colossos totalitários se destruíssem mutuamente? Poderia haver um fim mais desejável do que uma Alemanha fraca e um regime enfraquecido no Kremlin?


[...]


Do momento em que o 'lend-lease' foi promulgado, o governo partiu na direção de uma nova lei que ampliasse medidas positivas de ajuda às democracias. As forças aéreas e navais dos Estados Unidos eram enviadas para patrulhar o Atlântico; o raio de suas operações foi estendido mais para leste. No dia 9 de abril foi firmado um acordo com o ministro dinamarquês em Washington (que foi naturalmente desautorizado pelo governo cativo em Copenhague) segundo o qual era dado aos Estados Unidos ocupar a Groenlândia; três meses depois tropas americanas substituíam os ingleses na Islândia. Numa área amplamente diferente, aproveitou-se de uma reviravolta de acontecimentos militares favoráveis para declarar que o Mar Vermelho não era mais zona de combate, tornando-o assim acessível à navegação americana e aliviando a posição britânica no Egito. O Presidente, no fim de março e no princípio de abril, foi de certo modo elítico em suas referências ao problema de proteção das rotas oceânicas; mas num discurso no dia 27 de maio proclamou uma ilimitada emergência nacional, falou com franqueza das medidas que estavam sendo tomadas e declarou taxativamente que as mercadorias deviam ser entregues a qualquer preço. De outro lado, o afundamento do navio americano, o 'Robin Moor', no Atlântico pôde passar sem qualquer reclamação junto ao governo alemão.” (pp. 118-120)



fonte: PERKINS, Dexter. A Época de Roosevelt. 1932 -1945. (The New Age od Fraklin Roosevelt. 1932 -1945. University of Chicago, 1957) trad. Edilson Alkimim Cunha. Rio de Janeiro, O Cruzeiro, 1967.



mais sobre o Lend-Lease Act
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(english/ USA)






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quarta-feira, 9 de março de 2011

mais sobre a campanha no Mediterrâneo




Mais sobre a campanha no Mediterrâneo (Balcãs e norte da África)



fonte: LEWIN, Ronald. “Churchill – O Lord da Guerra” [Churchill as Warlord]
Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército, 1979 (trad. Cel. Álvaro Galvão)


“Quando se examinava a restauração da Grécia, depois da Primeira Guerra Mundial, Hankey registrou em seu diário uma observação de Lloyd George: 'pela posição geográfica que ocupa e pelo controle de suas ilhas, em caso de guerra a amizade grega pode ser valiosa para uma potência marítima cujas vias de comunicação no Mediterrâneo oriental foram particularmente abertas aos ataques dos submarinos emboscados naquelas ilhas. Ele próprio disse que nunca se sabe quando este ratinho vai roer a corda que amarra o Império Britânico.' Agora, no momento em que Hitler desencadeia a estratégia que descrevera a Mussolini em novembro, Churchill não se depara com um ratinho mordiscante, mas com um tigre saltador, com o pulo de um matador voraz. Wavell previra isto em uma apreciação incrivelmente exata sobre a missão do comando do Oriente Médio, enviada ao CIGS [Chief of the Imperial General Staff, i.e. General Sir Alan Brooke] em 31 de julho de 1940: '... fique a Itália ostensivamente hostil ou nominalmente neutra, a nossa única possibilidade de enfrentar a intenção alemã de dominar o sudeste da Europa reside em obter o controle do Mediterrâneo, o mais cedo possível e, pelo menos, de forma tão completa quanto na Grande Guerra. Talvez seja muito tarde, se não conseguirmos o domínio do Mediterrâneo no primeiro ou segundo mês de guerra.” (p. 85)


“No inverno de 1940-41 existiam indícios abundantes de que já era tarde. Em outubro, Hitler praticamente deu liberdade ao Duce para agir na Grécia, mas em novembro confessou haver cometido 'um erro imperdoável', em meados de dezembro, expediu uma ordem para uma invasão da Grécia, Operação Marita, que poderia ser ampliada se necessário, para a ocupação total do país. Em meados de fevereiro, nas reuniões dos dias 10 e 11, a Comissão de Defesa examinou uma estimativa do Ministério da Guerra sobre a concentração de cerca de 30 divisões alemãs (inclusive cinco blindadas) na Romênia, cujas vanguardas poderiam atingir a fronteira grega, via Bulgária, no dia 12 de março, e alcançar Salônica uma semana mais tarde. Além disso, a transferência do Fliegerkorps X, com seus 150 bombardeiros, da Noruega para o Mediterrâneo anulara instantaneamente a crescente ascendência marítima inglesa. No dia 10 de janeiro, o navio-aeródromo Illustrious quase foi destruído, no dia 11, o cruzador Gloucester foi danificado e o Southampton afundado. Aviões operando de Bengazi e de bases em Rodes e no Dodecaneso começaram a bloquear o canal de Suez com minas magnéticas; fizeram-no com tanta eficiência que o canal fechou diversas vezes no mês de fevereiro, com graves prejuízos para o trânsito. Parecia que por todos os lados se fechava uma rede sobre o 'Mare Nostrum', antes mesmo que fosse realmente nosso.” (p. 86)



fonte: LEWIN, Ronald. “Churchill – O Lord da Guerra” [Churchill as Warlord]
Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército, 1979 (trad. Cel. Álvaro Galvão)



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frota britânica


Operation Marita
(ataque alemão à Grécia)

RAF (atuação no norte da África)

Regia Aeronauctica


Fliegerkorps X [Luftwaffe]
(atuação Sicília – Malta – norte da África)


por Leonardo de Magalhaens