segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Operation Market Garden / Arnhem / Operation Anvil 1944




 
Operação Market-Garden

Battle for Arnhem

Operação Anvil / Dragoon

agosto / setembro 1944


      Depois do avanço na França, a libertação de Paris, as forças Aliadas precisam avançar para o leste, rumo a fronteira alemã, onde está a Linha Siegfried, enfraquecida, mas ainda a oferecer obstáculo. Antes era preciso um porto estratégico para abastecer as tropas em avanço, e assim foi planejado a invasão de portos nos Países Baixos.

      Então os comandantes Aliados passaram a discutir onde deveria ser o próximo ataque, se concentrado ou em duas frentes. O general britânico Montgomery conseguiu aprovação para a Operação Market Garden que consistia em ataque aerotransportado (Market) e avanço blindado (Garden). Mas a operação não aconteceu tal como planejada, ao encontrar resistência e péssimas condições climáticas, para o infortúnio dos Aliados.

      Ao sul da França acontecera, em meados de agosto, o desembarque aliado planejado na Operação Anvil [também designada Dragoon] que visava unir as tropas aliadas em território francês, a ser retomado do domínio germânico.

Antuérpia [porto holandês] era importante para a execução de planos futuros e, por conseguinte, [o general norte-americano comandante da força Aliada ] Eisenhower concordou parcialmente com a proposta de [ general britânico] Montgomery. Ele comunicou a [general norte-americano] Bradley que mandasse um dos seus dois exércitos, o 1º, para o norte das Ardenas, a fim de fortalecer Montgomery no desenvolvimento do principal esforço aliado, insistindo, porém, com Bradley para que mantivesse a pressão ao sul das Ardenas e contra o Sarre, já agora definitivamente uma operação subsidiária, a fim de preparar o setor sul da linha de ataque para o cerco do [vale do rio] Ruhr.

Entrementes, uma força aliada desembarcara no sul da França, a 15 de agosto, como parte da discutida Operação Bigorna [Anvil] que Eisenhower insistira em realizar, a despeito dos protestos de [ primeiro-ministro britânico Winston ] Churchill e dos estrategistas britânicos. Depois de tomar o porto de Marselha, os soldados aliados subiram rapidamente o vale do Ródano [Rhône] e juntaram-se às forças da Operação Overlord a 15 de setembro. Nesse momento, [ general norte-americano Jacob ] Devers, Comandante do 6º Grupo de Exércitos, e que dirigia um exército francês e um americano, ficou sob o comando de Eisenhower.

Isto dava a Eisenhower três comandantes de grupo de exércitos: Montgomery, Bradley e Devers, e o controle de forças de terra que cobriam uma frente que ia da Holanda ao [Mar] Mediterrâneo e do Atlântico até quase a fronteira alemã. A 20 de setembro, Eisenhower inaugurou seu Q-G em Versalhes e estabeleceu um posto de comando avançado em Reims.”

Já então as discussões sobre a estratégia a ser adotada, se frente ampla ou frente estreita, se haviam encerrado. No começo de setembro, com os alemães aparentemente à beira do colapso e a guerra parecendo chegar ao fim, o avanço de frente ampla de Eisenhower transformou-se numa disparada. Seu objetivo era manter os alemães 'estendidos por toda parte', como dissera Eisenhower.

A 4 de setembro, Montgomery tornou a tentar mudar a forma da perseguição. Ele escreveu a Eisenhower: 'Acho que chegou o momento em que um ataque vigoroso na direção de Berlim pode chegar até lá e, assim, terminar a guerra com a Alemanha'.

Como os Aliados careciam de recursos para manter duas ofensivas vigorosas, uma pelo 21º Grupo de Exércitos e outra pelo 12º Grupo de Exércitos – o 6º Grupo de Exércitos ainda estava para unir-se a eles – Montgomery sugeriu a concentração dos efetivos disponíveis num único ataque. Evidentemente, o [vale do rio] Ruhr era um objetivo mais importante do que o Sarre. 'Se tentarmos uma solução de meio-termo e dividirmos nossos recursos de manutenção [logísticos] de modo que nenhum dos dois ataques [referindo-se ao seu e ao de Bradley] será vigoroso', advertiu ele, prolongaremos a guerra'.

Eisenhower respondeu-lhe no dia seguinte, afirmando que a frente ampla dava aos Aliados a liberdade de atacar em qualquer parte e a qualquer momento, o que obrigava o inimigo a manter-se meio desconcertado. Seu grande objetivo continuava sendo a flexibilidade, a capacidade de enfrentar qualquer resistência que os alemães conseguissem oferecer, onde quer que fosse. Mas ele reconhecia, repetiu, que Montgomery estava rumando para os alvos mais importantes e, para lhe permitir o avanço contra Antuérpia, Eisenhower dava-lhe prioridade na distribuição de suprimentos, que lhe eram entregues em quantidades cada vez maiores.

[…]

Montgomery tornou a protestar, a 7 de setembro, e pediu que Eisenhower fosse ter com ele para discutirem a questão.

Eisenhower foi ao seu encontro no dia 10. já então os alemães estavam-se acomodando na Muralha Ocidental – a Linha Siegfried, como os Aliados a chamavam. Nessas fortificações, há muito abandonadas, ao longo da fronteira alemã, os germânicos decidiram resistir.

Ali as forças aliadas ficaram sem combustível, munição e rações nas quantidades necessárias para romper as defesas da Muralha Ocidental, deixando entrever que a perseguição que moviam aos alemães ia ter de parar, à beira do Reich.

Durante sua conferência com Eisenhower, Montgomery repetiu sua crença de que os exércitos aliados careciam do poderio para todos chegarem ao Reno. Somente se parasse algumas forças e desviasse seu combustível e munição para as outras é que Eisenhower poderia esperar que os Aliados cruzassem o Reno e chegassem ao Ruhr. Evidentemente, como o avanço de Montgomery era o principal esforço aliado, seria ele quem receberia virtualmente todos os suprimentos aliados.

Como primeira etapa desse grande conceito, Montgomery propôs uma operação chamada Market Garden. Arrojada, se não francamente arriscada, era um plano para usar divisões Aerotransportadas e blindadas para atravessar o Baixo Reno nos Países Baixos.

Montgomery desejava empregar as três divisões do 1º Exército Aerotransportado aliado para espalhar um tapete de tropas ao longo de um estreito corredor pelos Países Baixos adentro e transpor o Baixo Reno. Esses soldados seriam mantidos junto por uma penetração blindada por aquele corredor. Se pudesse transpor a barreira fluvial, ele flanquearia as posições da Muralha Ocidental e estaria pronto, admitindo-se que pudesse receber os suprimentos necessários, para um avanço direto para o Ruhr.


Fazendo parte da sua perspectiva de frente estreita, Montgomery via essa operação como uma alternativa para a estratégia de frente ampla, de Eisenhower.

A aceitação da ideia de Montgomery representaria o adiamento da utilização do porto de Antuérpia. A cidade fora capturada no começo de setembro, mas antes que o porto pudesse ser usado, o trecho de mais de 80 km do estuário do [rio] Escalda teria de ser limpo. Em sua retirada da Normandia, as forças alemãs haviam controlado firmemente as costas dessa enseada e minado os acessos da baía. Se Montgomery desse mais atenção à Market Garden, não poderia dar prioridade à Antuérpia.

Eisenhower aceitou a sugestão de Montgomery não porque aprovasse o abandono do conceito de frente ampla. Longe disso, ele estava interessado em utilizar as forças aeroterrestres, que desde a invasão e os primeiros dias de junho se encontravam ociosas na Grã-Bretanha, aguardando a oportunidade de retornar à ação.

Como Eisenhower explicou a [general Chefe do Estado-Maior dos EUA George ] Marshall, ele estava sempre disposto a 'adiar a captura de portos em favor de movimento mais arrojado e mais rápido para a frente'. Mas, com o inverno chegando, ele precisava de Antuérpia e disse a Marshall que 'é absolutamente imperioso' que Montgomery tome Antuérpia logo depois da Market Garden.

A Market Garden começou a 17 de setembro. Uma semana depois, terminou. Embora Montgmomery tivesse aberto um corredor de 104 km de profundidade nos Países Baixos e assegurado cabeças-de-ponte sobre os rios Maas e Waal, não conseguira, entretanto, transpor do Reno ou flanquear a Muralha Ocidental. Ele perdera quase 12.000 homens, mas não lograra levar ao colapso um governo alemão supostamente vacilante.

Com isso, a perseguição dos Aliados aos alemães, que perdera impulso em meados de setembro, parou definitivamente.

Uma vez mais, a despeito da evidência de que a Market Garden não demonstrara, em qualquer momento de ataque, a menor chance de êxito contra uma Alemanha que ainda não chegara ao fim, e que na verdade continuaria lutando por mais sete meses – Montgomery pediu que se desse tudo ao seu 21º Grupo de Exércitos para um avanço imediato na direção de Berlim.

Eisenhower recusou.

A 22 de setembro ele ordenou a Montgomery que aplicasse toda a energia na eliminação dos alemães do [rio] Escalda, a fim de que o porto de Antuérpia fosse aberto.”

pp. 118, 120-123

fonte: BLUMENSON, Martin. Eisenhower. Rio de Janeiro : Renes, 1976

mais info em






videos





filme

A Bridge too far / 1977

[baseado em livro de Cornelius Ryan]






segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Libertação de Paris - agosto 1944







Libertação de Paris

agosto 1944


     Depois dos avanços das tropas Aliadas no norte da França, desde os desembarques na Normandia, com a Operação Overlord, no famoso Dia D, em 06 de junho de 1944, e o bombardeio da cidade de Caen, de junho a agosto, além dos combates no chamado 'bolsão' de Falaise, em início de agosto, finalmente a liberação de Paris na última semana de agosto é iminente, e os cidadãos franceses tomam parte nos combates dentro da cidade, para expulsar o invasor germânico, usurpadores desde a derrota de junho de 1940.

Desde 1940, a capital francesa estava ocupada pelos alemães. Tardaria até meados de agosto de 1944 para que as tropas aliadas conseguissem avançar em direção a Paris.

Já nos dias que antecederam à libertação da cidade ocorreram greves da polícia, dos correios e do metrô parisiense, o rádio suspendeu suas transmissões e, no dia 19 de agosto de 1944, o Comitê da Libertação de Paris conclamou a população a rebelar-se.

Ministérios, redações de jornais e partes da administração municipal foram ocupados. Os grupos da Resistência parisiense passaram a lutar em combates de rua, atrás de barricadas construídas às pressas.

Seu líder era o comunista convicto Henri Tanguy, conhecido como coronel Rol. Ele e seus correligionários queriam aproveitar uma rebelião geral em Paris, a fim de assumir o poder político antes que as forças francesas de Charles de Gaulle e as tropas aliadas chegassem para libertar a cidade.”


Entusiasmada com a progressão das tropas aliadas após os desembarques na Normandia em 6 de junho e na Provença em 15 de agosto de 1944, a população parisiense revolta-se. Dando seguimento ao movimento iniciado pelos funcionários do metrô, gendarmes, policiais e empregados dos correios, uma greve geral é organizada no dia 18 de agosto. Formam-se barricadas, eclodem violentos combates e a Resistência interna luta contra os 20.000 alemães que se encontram na capital.

No dia 25 de agosto, a 2ª Divisão blindada do general francês Leclerc e as tropas aliadas entram na cidade. Pela primeira vez desde 1940, a bandeira tricolor é içada no alto da Torre Eiffel. Na parte da tarde, o general von Choltitz assina a rendição dos ocupantes, ao mesmo tempo que o general de Gaulle faz a sua entrada em Paris e instala no ministério da Guerra a sede do Governo provisório da República francesa. Às 19 horas, pronuncia na varanda da Prefeitura o seu célebre discurso: “Paris ultrajado! Paris martirizado! Mas Paris libertado!”.

Apesar dos confrontos que continuarão ainda durante alguns dias, os parisienses em júbilo assistem à descida dos Champs-Élysées pelo general de Gaulle e os exércitos de liberação.”




mais info em







photos



Batalha de Falaise




videos








quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Revolta de Varsóvia - Agosto / Setembro 1944


 




Revolta de Varsóvia

(Powstanie warszawskie)


agosto / setembro 1944


      Enquanto as tropas do Exército Vermelho soviético avançam da Rússia Branca (Bielorússia) e Ucrânia para a Europa ocidental, os soldados do antes derrotado exército polonês (então um exército clandestino) se levantaram em revolta contra os ocupantes alemães. Os poloneses nacionalistas batizaram a revolta como a Operação Tempestade (Akcja Burza). Mas os resistentes não contaram com o apoio soviético, que não esperava a restauração do antigo governo polonês, odiado pelo ditador Joseph Stálin.

       As tropas do Exército Vermelho estacionaram ao longo do front polonês, alegando necessidade de reabastecimento, após o avanço de dois meses (desde o início da Operação Bragation, em junho), e assim não se articularam com os poloneses para uma ação conjunta contra as tropas nazistas. O resultado foi o esmagamento da revolta e a destruição da cidade de Varsóvia.


“Batidos os nazistas em Stalingrado, em janeiro de 1943 e novamente derrotados na batalha do bolsão de Kursk, na Ucrânia, em julho de 1943, a grande contra-ofensiva soviética aproximou-se das fronteiras da Polônia em 1944. Aproveitando-se da evidência do Exército Vermelho estar nas cerca­nias de Varsóvia, a resistência polonesa do Armija Krazowa (AK), braço militar do governo exilado em Londres, lideradas pelo general Bor-Komarowscki, seguindo nas esteiras do levante judeu do Gueto de Varsóvia, ocorrido em 1943, intentaram um surpreendente alçamento arma­do contra os nazistas como acontecia em Paris na mesma altura. Visavam liberarem a cidade e o restante do país sem apelar para o auxilio direto dos russos.

Os insurgentes então entoaram os versos patrióticos compostos por Casimiro Kumaniewski, em 1942, cantando: "Soou a hora da nossa vingança/ pelas injustiças, pelo nosso sangue e nossas lágrimas/ Nós, soldados, fomos convocados a lutar/ Por Jesus e Maria! Às armas! Às armas! O Céu da liberdade está em chamas/Por nossa pátria e tudo o que ela significa/Até um novo mundo ser introduzido nas nossas vidas/Nosso dever é terminar com a servidão".

Como os soviéticos não foram consultados sobre a conveniência daquela insurreição, iniciada em 1º de agosto de 1944, não houve articulação entre o comando polonês na capital e as tropas russas mais próximas, que estavam do outro lado do rio Vístula, acampadas há alguns quilômetros distantes. Deu-se então a grande tragédia.

Isoladas e mal equipadas, as milícias do AK, depois de sustentarem um combate urbano desproporcional durante 63 dias dentro de Varsóvia, foram dizimadas pelas divisões blindadas da Wehrmacht e da brigada SS Dielenburg. Obedecendo a ordem de Hitler, elas destruíram com canhões, em conjunto com os bombardeios aéreos rasantes feitos pela Luftwaffe, praticamente nove décimos da capital polonesa (98% dos edifícios públicos foram dinamitados).”





Revolta contra a ocupação alemã de Varsóvia, ocorrida entre Agosto e Outubro de 1944 durante a II Guerra Mundial, organizada pela Resistência Polaca. A revolta seria brutalmente esmagada quando a ajuda soviética prometida aos polacos não veio.

O exército alemão começou a retirada de Varsóvia antes da chegada das tropas soviéticas, quando a Resistência Polaca entrou em acção para manter as forças alemãs ocupadas e facilitar a entrada na cidade do exército soviético. Os combates de rua começaram em 1 Agosto, mas no dia seguinte os soviéticos pararam a sua ofensiva, permitindo aos alemães usarem toda a sua força contra a rebelião polaca.

Apesar dos apelos dos polacos, os soviéticos não só não forneceram ajuda como também não permitiram que os Aliados transportassem armas e abastecimentos para os polacos por via aérea. Destacamentos da Resistência que se encontravam fora da cidade e que pretendiam entrar foram cercados e desarmados pelos soviéticos. Percebeu-se então que o objectivo dos soviéticos era que os polacos e os alemães se destruíssem mutuamente para que pudessem impor o seu regime sem terem oposição. A Resistência Polaca rendeu-se a 2 de Outubro de 1944.”





mais info em







terça-feira, 22 de julho de 2014

Batalha de Caen - junho - agosto 1944




 
Batalha por Caen

junho – agosto 1944

      Depois dos desembarques na Normandia, no norte da França, em 06 de junho de 1944, as tropas aliadas seguiram rumo à capital francesa Paris, mas enfrentaram grande resistência das tropas alemãs, principalmente na cidade de Caen, que seria palco de uma grande batalha ao longo de dois meses, ao fim da qual a bela cidade normanda estava reduzida a ruínas.

     A Caen foi reservado o mesmo destino de Guernica, Roterdã, Stalingrado, Varsóvia, Nápolis, Leningrado, Berlim, Dresden, Tóquio, Hiroshima e Nagasaki, dentre outras, que sofreram com o intenso bombardeio e artilharia, e até bombas atômicas. Nunca uma guerra foi tão cruel com as populações civis, que sofreram mais do aqueles que lutavam nas tropas.


Em junho, Monty realizou três tentativas de tomar Caen. A primeira delas, foi através de um assalto direto, conforme planejado, realizado nos dias 7 e 8 de junho. Ele então, tentou cercar a cidade, numa operação realizada no dia 13 de junho. A Operação Epson, então, aconteceu no dia 25 de junho, através de uma penetração direta por forças reforçadas, envolvendo três corpos de exército. Todas falharam. O único ponto positivo dessas três tentativas, foi que impediram os alemães de montar um contra-ataque ao longo do Rio Odon, pois foi ali que a maioria dos combates ocorreu.
 
No início de julho, Monty estava perdendo tempo e sem ideias. Caen estava tornando-se estrategicamente sem importância, visto que os alemães já não mais recebiam reforços e o Exército dos Estados Unidos fazia progressos para oeste. Entretanto, para se avançar a sudeste, Caen não poderia ser deixada de lado e teria que ser capturada. O Plano Charmwood ganhou força, em especial a utilização do poder aéreo para subjulgar a cidade.
  ..
O bombardeio a Caen
 
A primeira sugestão de se utilizar bombardeios pesados para acabar com o impasse de Caen, foi feita no dia 14 de junho, quando Leigh-Mallory voou até a Normandia para se encontrar com Monty. O relacionamento entre os dois militares não era bom, porque o aviador havia se recusado a autorizar a utilização do poder aérea em missões, por ele consideradas, de alto risco. Monty, por seu lado, defendia a utilização de bombardeios estratégicos em apóio direto a tropas terrestres, como já acontecera na Itália (Monte Cassino no dia 15 de fevereiro de 1944 e Cassino no dia 15 de março de 1944).
 
Esse procedimento foi discutido no quartel general do 2º Exército, sob o comando do General Dampsey, mas durou pouco, com a chegada de Tedder, Coninghan e Broadhurst. Nem o Comando de Bombardeio da RAF, nem a USAAF eram a favor do plano. Seus argumentos eram que a natureza do terreno, impedia a identificação da linha de bombardeio e dos alvos em si, podendo causar baixas nas tropas aliadas. E mais, a concentração de alvos era tão pequena, que não justificava o desvio de tantos recursos.
 
A política e os egos pessoais teriam sido suficientes para fazer o plano morrer. Na realidade, o problema prático falava por si só. O poder aéreo continuava a ser utilizado taticamente contra alvos particulares, em especial pontos de defesa muito fortes. O mais relevante era que a ideia núcleo permanecesse dominante para uso futuro.” (fonte: http://www.milavicorner.0catch.com/caen.htm)


mais info em






fotos



videos





...

sexta-feira, 11 de julho de 2014

FEB - embarque de tropas brasileiras para o front europeu / links





FEB
FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA

1944


Finalmente as tropas brasileiras seguem para o front europeu


Após tantos preparativos, avanços e recuos, treinamentos e sofrimentos, os pracinhas brasileiros finalmente em julho de 1944 prontos para o embarque rumo à Europa, onde as forças do Eixo já estão em retração, após a retomada do norte da África, a derrota italiana e o recuo dos nazistas.


links / info em


Portal da FEB





VEJA



Wikipedia




--- Início dos combates em setembro de 1944

ver: Defesa Net






os correspondentes de guerra

em





seleção by LdeM

terça-feira, 24 de junho de 2014

1944 Grande Tiro ao Pato nas Ilhas Marianas / Batalha de Saipan



 


fonte da imagem de Saipan : http://ww2db.com/image.php?image_id=4782


Guerra no Pacífico

1944


Grande Tiro ao Pato nas Ilhas Marianas
 
Batalha de Saipan

19 de junho de 1944: a marinha japonesa luta para defender as ilhas Marianas naquela que estava destinada a ser a última das grandes batalhas de porta-aviões da guerra do Pacífico


      Em 15 de junho de 1944 (apenas nove dias depois dos desembarques na Normandia), uma força de invasão americana de 535 navios alcançou Saipan, nas (Ilhas) Marianas, depois de uma passagem de nove dias pelas ilhas Marshalls. Esse grande passo na reconquista do Pacífico Central foi possível apenas pela maciça concentração de poder aéreo disponibilizada pela frota de porta-aviões dos EUA.

      A operação provocou a resposta poderosa dos japoneses que os americanos esperavam. Quase toda a força de superfície do inimigo foi reagrupada, formando a 1ª Frota Móvel, que reunia cerca de cinco frotas e quatro porta-aviões leves, com o comando-geral exercido pelo Vice-Almirante Jisaburo Ozawa, sucessor de Nagumo [comandante Chuichi Nagumo, 1887-1944] no comando da força de ataque da Marinha Imperial. Às 430 aeronaves dos porta-aviões de Ozawa seriam somados mais 540, cujas bases estavam em um anel de pistas aéreas nas ilhas. Assim, se os americanos fossem atraídos para batalha dentro desse perímetro, os aviões de Ozawa poderiam ter sua força dobrada, reabastecendo em qualquer ponto das ilhas e atacando os invasores por todos os lados.
 
     No entanto, os japoneses eram inferiores em todos os aspectos, menos no alcance das armas. A Força-Tarefa 58 (com comando geral da 5ª Frota do Almirante Raymond Spruance, mas controlada taticamente pelo Vice-Almirante Marc Mitscher) tinha sete frotas e oito porta-aviões leves, com 900 aeronaves e tripulação com treinamento superior, contando ainda com o apoio de porta-aviões de escolta como reforços.


      “Depois de deixar as Filipinas em 15 de junho, a frota japonesa avançou sem problemas, mas sua posição era reportada pelos submarinos dos EUA. Por outro lado, os aviões de longo alcance de Ozawa conseguiram localizar Spruance. A Força-Tarefa 58 estava operando em quatro grupos de porta-aviões rápidos, espaçados em 20 km no centro e protegidos a 24 km ao oeste pelo grupo de batalha de superfície do Vice-Almirante Willis Lee (incluindo sete couraçados) disposto em uma barreira.

      Na manhã de 19 de junho, a Força-Tarefa ainda se ocupava em passar pelas ilhas quando, às 08h30 (e ainda sem ter sido avistado), Ozawa realizou um ataque de 69 aeronaves a 480 km de distância, as aeronaves recebendo ordens de atacar e então reabastecer na praia antes de retornar. Felizmente, Lee detectou o ataque no radar a 240 km, dando tempo para reunir uma força de Grumman F6F Hellcats, que destruiu 45 inimigos com o registro de apenas uma perda. Por esse sacrifício, os japoneses acertaram de raspão três navios e atingiram o couraçado South Dakota com uma bomba.

      Apenas uma hora depois da primeira manifestação inimiga chegou uma segunda e mais poderosa onda de atacantes, com 110 aviões. Os americanos, totalmente alertas e preparados, derrubaram mais 79 aviões, ao custo de outro acerto de raspão – a recente introdução de munição de proximidade tinha aumentado muito a eficiência da artilharia americana.


     “Incrivelmente, o Almirante japonês parecia não estar ciente da escala de suas perdas e acreditava nos relatos otimistas de seus pilotos. Com cerca de 100 aviões a bordo, mas ainda sem ter sido localizado pelos aviões de reconhecimento americanos, Ozawa rumou para o oeste para reabastecer durante a noite e voltar à batalha na manhã seguinte. Ele, na realidade, já havia sido derrotado, tendo sofrido em 19 de junho um total de perdas de 346 de aviões, contra 30 perdas americanas. Não é à toa que os americanos apelidaram o episódio de 'Grande Tiro ao Pato em Marianas'.

      “A controvérsia vai continuar a rondar a questão de se [os Almirantes] Spruance e Mitscher deveriam ter tomado mais cuidado ou então ter aproveitado a oportunidade em Saipan e partir para aniquilar [o vice-almirante] Ozawa. O comandante japonês, embora completamente derrotado, lutou uma excelente batalha tática. Seja como for, a vitória americana no mar das Filipinas marcou a destruição final do poder aéreo naval japonês.” pp. 222-223


fonte: BISHOP, Chris & Mcnar, Chris. II Guerra Mundial: campanhas dia a dia: a Guerra no Pacífico : Vol. 03. trad. Tatiana Napoli. São Paulo: Ed. Escala, 2009.



mais info em










videos




...

segunda-feira, 16 de junho de 2014

A ofensiva soviética : Operação Bagration






A ofensiva soviética: a Operação Bragation


Da Rússia Branca até fronteira da Polônia


      “A 20 de junho de 1944, os russos já haviam concentrado impressionante quantidade de forças ao longo de suas frentes, num total de 166 divisões e 9 brigadas de infantaria, apoiadas por cerca de 31 mil peças de artilharia de grosso calibre e morteiros, 5.200 tanques e canhões autopropulsionados e cerca de 6 mil aviões. Dispunham de uma superioridade sobre o inimigo, em termos de artilharia, de três para um, e de quatro para um no tocante a blindados.


      A 22 de junho, os preparativos da ofensiva tinham sido ultimados e pouco antes do início do ataque unidades de vanguarda efetuaram um reconhecimento, a fim de obter informações a respeito da verdadeira situação do sistema defensivo alemão.


      A Primeira Frente do Báltico atacou a 23 de junho, mas o progresso que realizou foi insignificante, em virtude do péssimo estado das estradas e da feroz resistência encontrada. A Terceira Frente da Rússia Branca juntou-se ao ataque e, embora seu progresso tenha sido também muito lento, ao fim do terceiro dia de operações conseguira avançar cerca de 50 quilômetros.


      A primeira e Segunda Frentes da Rússia Branca, comandadas por Zhukov, entraram em ação ao mesmo tempo que suas vizinhas, logrando fazer, igualmente, progresso muito escasso. Por fim, após cinco dias de luta feroz, a Primeira Frente da Rússia Branca conseguiu penetrar as linhas alemãs ao longo de uma frente de cerca de 150 quilômetros e avançar a uma profundidade de quase 100 quilômetros. Unidades da Segunda Frente da Rússia Branca reconquistam Mogilev, depois de atravessarem o Dnieper, atingindo em fins de junho a sua confluência com o Prut.


      Os exércitos alemães deram, então, início a uma retirada ao longo de toda a frente –do sul do Dvina até o Pripyat (Pripet). A Stavka [Supremo Comando Soviético] expediu novas instruções para as quatro Frentes, determinando um avanço gral na direção de Minsk, a fim de recapturá-la e, ao mesmo tempo, destruir todas as reservas inimigas que se aproximavam, com o objetivo de impedir a consolidação, pelos alemães, de seu sistema defensivo. Forças de três Frentes russo-brancas convergiram para Minsk e a 3 de julho a capital da Rússia Branca – então inteiramente em ruínas – foi reconquistada.


      Ao Exército Vermelho foram atribuídas novas missões: completar a libertação da Rússia Branca e expulsar os alemães da Lituânia e da Polônia. A 20 de julho, a ofensiva teve um início promissor, pois os grupos de assalto da ala esquerda da Primeira Frente da Rússia Branca cruzaram o Bug, ao longo da ampla faixa de terreno e penetraram território polonês. [...]” pp. 126-127



fonte: CHANEY Jr., Otto Preston. Zhukov – Marechal da União Soviética. Trad. Alcídio de Souza. Rio de Janeiro: Renes, 1976.





mais info em