terça-feira, 5 de maio de 2015

Batalha de Berlim - abril / maio 1945 / 1



 







 


abril – maio 1945


 


Berlim sob bombardeio





A invasão russa-soviética arrasa a Alemanha. Avanço do Exército Vermelho dispersa tropas alemãs, recupera territórios, domina cidades inteiras. Massacre de civis, jovens e idosos, além de estupros de mulheres, tanto jovens quanto idosas.


Cap. 17 (O último aniversário do Führer)

      “O marechal Jukov [Gueorgui Zhukov, do Exército Vermelho] recordou que, naquela tarde de 20 de abril [de 1945], a 'artilharia de longa distância do 79º Corpo de Infantaria do 3º Exército de Choque abriu fogo contra Berlim'. Mas, na verdade, pouca gente na cidade tomou consciência do fato. Jukov parecia não fazer ideia de que era o aniversário de Hitler [Adolf, Chanceler do III Reich, ditador nazista]. [Jukov] estava desesperado para encontrar algo para mostrar que atacara Berlim antes de Konev [ marechal russo Ivan Konev]. Os canhões disparavam no alcance máximo e apenas os subúrbios do nordeste foram afetados.

      Quando Jukov soube ao certo de exército blindado de Konev que avançava para Berlim vindo do sul, enviou, naquela noite, uma ordem urgente a Katukov e Bogdanov, comandantes do 1º e do 2º Exércitos Blindados de Guardas. Deu-lhes 'uma missão histórica: entrar em Berlim primeiro e hastear a bandeira da vitória'. Deveriam enviar a melhor brigada de cada corpo para penetrar nos arredores de Berlim às 4horas da manhã do dia seguinte e avisar na mesma hora, para que Stalin [ditador soviético] pudesse ser informado imediatamente e o fato pudesse ser avisado à imprensa. Na verdade, a primeira de suas brigadas blindadas só chegou aos arredores da cidade na noite de 21 de abril.

      A sudeste de Berlim, enquanto isso, o marechal Konev chicoteava seus dois exércitos blindados pelo Spreewald. Seu principal interesse era o 3º Exército Blindado de Guardas, que se dirigia ao flanco sul de Berlim. O corpo blindado avançado de Ribalko tentou, ao meio-dia, invadir a cidade de Baruth, vinte quilômetros ao sul de Zossen, mas fracassou na primeira tentativa. 'O camarada Ribalko', comunicou-lhe Konev, 'está se movendo novamente como uma lesma. Uma brigada luta enquanto o exército inteiro está preso. Ordeno-lhe que cruze a linha Baruth-Luckenwalde pelo pântano, usando várias rotas, numa ordem de batalha ampliada. Informe-me do cumprimento.' A cidade foi tomada em duas horas.

      O 4º Exército Blindado de Guardas de Leliushenko, mais para o sul e para o oeste, encaminhava-se numa linha mais ou menos paralela para Jüterbog e depois Potsdam. Stalin ainda estava preocupado que os americanos pudessem, de repente, avançar de novo. O Stavka [comando supremo soviético], naquele dia, avisou Jukov, Konev e o marechal Rokossovski da possibilidade de encontrar os aliados ocidentais e passou as senhas de reconhecimento. Mas o que nem Konev nem o Stavka parecem ter avaliado totalmente foi que a 1ª Frente Ucraniana, que avançava pelo sudeste, cruzaria com o Nono Exército de Busse [general alemão Theodor Busse], que tentava recuar em torno do lado sul de Berlim. Naquela noite, despachou mensagens para seus dois comandantes de exércitos blindados. 'Pessoal aos camaradas Ribalko e Leliushenko. Ordeno categoricamente que penetrem em Berlim esta noite. Comuniquem a execução. Konev.'” pp. 325-327



      “O general Busse, com a maior parte do Nono Exército – o XI Corpo Panzer SS, o V Corpo de Montanha SS e a guarnição de Frankfurt an der Oder -, logo começou a retirada para sudoeste, rumo ao Spreewald, apesar das ordens do bunker do Führer de que a linha de defesa do Oder jamais deveria ser abandonada.

      A compulsão do Führer de lançar contra-ataques a esmo voltou na noite de 20 de abril, bem quando Jukov e Konev forçavam seus próprios comandantes de exércitos blindados a avançar mais depressa. Hitler disse ao general Krebs que lançasse um ataque partindo do oeste de Berlim contra os exércitos de Konev para evitar o cerco. A força que deveria 'rechaçar' o 3º e o 4º Exércitos Blindados de Guarda consistia da Divisão Friedrich Ludwig Jahn, formada de meninos dos destacamentos do Serviço de Mão-de-obra do Reich, e da chamada 'formação Panzer Wünsdorf', um grupo de meia dúzia de tanques da escola de instrução militar dali.

      Um batalhão da polícia foi enviado para a área de Strausberg naquele dia 'para pegar desertores e executá-los e fuzilar quaisquer soldados encontrados recuando sem ordem'. Mas até aqueles destacados como executores começaram a desertar no caminho para a frente. Um dos que se entregaram aos russos contou a seu interrogador soviético que 'cerca de 40.000 desertores estão escondidos em Berlim, já antes do avanço russo. Agora este número aumenta rapidamente'. Prosseguiu dizendo que a polícia e a Gestapo não podiam controlar a situação.” p. 331


Cap. 18 (A revoada dos faisões dourados)

      “No decorrer do dia [21 de abril de 1945], enquanto abaladas unidades alemãs e soldados extraviados recuavam, Hitler ainda insistia em Busse para que mantivesse uma linha que vinha se desintegrando há dois dias. O remanescente da ala esquerda de Busse, o CI Corpo, fora expulso da área de Bernau. Wolfram Kertz, do Regimento de Guarda Grossdeutschland, foi ferido perto do entrocamento da auto-estrada de Blumberg, a nordeste de Berlim. Dos 1.000 e tantos homens do Regimento de Guarda, só quarenta chegaram a Berlim. Muita coisa dependia da 'Soldatenglück', ou 'sorte de soldado'. Kertz estava encostado na parede de uma igreja quando os soldados russos o encontraram. Viram a Cruz de Cavaleiro em seu pescoço. 'Du General?', perguntaram. Chamaram uma carroça puxada a cavalo e o levaram para um quartel-general para ser interrogado. Um oficial superior perguntou-lhe se Hitler ainda estava vivo e o que sabia sobre planos de um contragolpe alemão com os americanos contra o Exército Vermelho.

      Isto, sem dúvida, refletia a paranoia do Kremlin. Na verdade, os americanos ainda combatiam os alemães por toda parte, inclusive no eixo de Berlim. Suas tropas terrestres e os Mustangs da Força Aérea dos EUA lançavam ataques contínuos contra a Divisão Scharnhorst do Décimo Segundo Exército, ao norte de Dessau. Era uma reação aos ataques inesperados da Luftwaffe contra a travessia e as cabeças-de-ponte do Elba. A Peter Rettich, que comandava um batalhão da Scharnhorst, só retavam cinquenta homens em 21 de abril.” pp. 335-336


      “Hitler considerou o bombardeio soviético de Berlim uma afronta pessoal, o que, levando em conta as frases rabiscadas nas granadas soviéticas, era mesmo. Sua reação instintiva foi culpar a Luftwaffe por permitir que isso acontecesse. Ameaçou o general Koller de execução, não pela primeira vez. O fato de que a Luftwaffe tinha poucas aeronaves em funcionamento e ainda menos combustível de aviação não o preocupava. A raiva, estava convencido, dava-lhe inspiração. A tentativa dos soviéticos de cercar a cidade pelo norte expôs-lhes o flanco direito. Ele ordenaria um contra-ataque e os deixaria em frangalhos. Recordava-se de ter visto num mapa da situação o III Corpo SS Germanische, comandado pelo Obergruppenführer Felix Steiner, a noroeste de Eberswalde. Hitler recusou-se a aceitar que Heinrici [general Gotthardt H.] já alocara a maior parte de suas divisões para ajudar o Nono Exército. O corpo de Steiner, segundo o quartel-general do Grupo de Exércitos do Vístula, consistia apenas de 'três batalhões e alguns blindados'.

      Hitler, ausente da realidade, começou a falar do 'Destacamento do Exército Steiner', exagero grandioso demais até mesmo pelo seu próprio padrão. Afirmou que, de qualquer forma, poderia ser reforçado com todas as unidades do CI Corpo que havia recuado para o norte de Berlim. Pensou até na guarda pessoal da Luftwaffe de Göring, em Karinhall, mas ele já tinha partido. Cada soldado, marinheiro ou aviador que se conseguisse encontrar seria lançado à batalha e qualquer comandante que retivesse seus homens enfrentaria execução em cinco horas. Hitler já adotara como palavras divinas a observação de Frederich, o Grande: 'Quem lançar seu último batalhão na luta será o vencedor.' Isto intensificava sua fantasia de que o jogo impiedoso com a vida dos outros era a marca da grandeza.” p. 340 (destaque meu)


fonte: BEEVOR, Anthony. Berlim 1945: A Queda. Trad. Maria Beatriz de Medina. 4ª ed. 

Rio de Janeiro: Record, 2005.




 

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filme


Der Untergang / A Queda 2007









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segunda-feira, 27 de abril de 2015

Batalha de Okinawa - abril - junho 1945




fonte da imagem: http://www.circlecinema.com/archive/the-battle-of-okinawa-wwii-70th-year-remembrance-series

abril – junho 1945


Batalha de Okinawa


A ilha de Okinawa é o penúltimo alvo dos Aliados antes
da Invasão do próprio Japão. A marinha japonesa
realiza uma tentativa desesperada de salvá-la


    No início de 1º de abril de 1945, o 10º Exército dos EUA, comandado pelo Tenente-General Simon Buckner, começou a desembarcar na ilha de Okinawa – a principal ilha do grupo Ryukyu, com 106 km de comprimento e entre 4,8 e 16,1 km de diâmetro. A operação foi o maior ataque anfíbio realizado no Pacífico e envolveu quase 550.000 homens, incluindo 180.000 soldados de combate.

    Ataques de porta-aviões contra campos aéreos japoneses em Kyushu em meados de março deixaram as instalações em ruínas e destruíram cerca de 500 aeronaves, assegurando, assim, pouca interferência nos desembarques. Apenas uma leve oposição enfrentou as forças dos EUA nos primeiros dias, a localização da guarnição japonesa permanecendo um mistério até o dia 5 de abril, quando ficou claro que a parte sul de Okinawa tinha sido fortificada. Escondidos em uma formidável rede de abrigos e trincheiras, estavam cerca de 85.000 soldados japoneses comandados pelo Tenente-General Mitsuru Ushijima. Parte da força era composta por recrutas novos, mas os principais membros eram a veterana 62ª Divisão, trazida de volta da China.

Força de Ataque Especial


     A batalha de infantaria por Okinawa mal tinha começado quando a Marinha Imperial Japonesa lançou sua maior operação da guerra, uma missão camicase [Kamikaze] em grande escala, envolvendo o magnífico couraçado Yamato. Aproveitando o título de 'Força de Ataque Marinha Especial', o Yamato, um cruzador e uma força de destróieres foram destacados em uma viagem sem volta para Okinawa, onde deveriam prejudicar os americanos o máximo possível antes de sua inevitável destruição.

     Yamato era o maior e mais poderoso couraçado de todos os tempos, com quase 70.000 toneladas quando completamente carregado, com tripulação de 2.500 oficiais e armado com nove armas de 460 mm com alcance de 41.150m e mais de 150 armas para a artilharia antiaérea. Voando com a bandeira do Vice-Almirante Ito, ele partiu em 6 de abril, acompanhado pelo cruzador leve Yahagi e oito destróieres. Os submarinos dos EUA avistaram o monstro quando ele passava por Kyushu, antes de entrar no mar da China Meridional. Aeronaves de reconhecimento localizaram o navio de novo na manhã de 7 de abril, e 380 aviões foram enviados  da Força-Tarefa [Task Force] 58. Nuvens baixas e chuva se mostraram uma inconveniência para os aviões, mas Yamato não tinha cobertura de caças e os bombardeiros conseguiram realizar o ataque sem interrupções.

    O couraçado gigante recebeu seus atacantes com a artilharia antiaérea e manobras ousadas para lutar por sua vida. Os aviões dos EUA cercaram o monstruoso navio, acertando tiro após tiro, mas o Yamato absorvia as balas sem qualquer efeito aparente. Gradualmente, no entanto, ele começou a ir mais devagar e o volume do fogo lançado contra os bombardeiros diminuiu notavelmente; enquanto isso, sua pequena escolta tinha perdido qualquer traço de formação: quatro dos destróieres foram afundados e Yahagi afundou às 14h. Meia hora depois, as tentativas desesperadas de contra-ataque não conseguiram mais adiar o fim, e Yamato tombou e afundou. O navio explodiu e uma coluna alta de fumaça de 320 km marcou o túmulo de um poderoso navio e quase toda sua tripulação.

    O fracasso heróico dessa última tentativa foi seguido por uma selvagem série de ataques aéreos de camicases contra os navios dos EUA, enquanto os soldados de Ushijima teimosamente lutavam por cada metro de sua ilha. Em 19 de abril, Buckner orquestrou um ataque concentrado para causar um buraco nas defesas japonesas, mas o ataque falhou, com quase 1.000 baixas. Pelo resto do mês e em maio, o 10º Exército se bateu contra a linha 'Shuri' em uma rotina de bombardeios colossais seguidos por ataques desesperados contra bloqueios e abrigos bem localizados e fanaticamente defendidos.

[…]

Ritual Suicida

    O 10º Exército avançou para o último estágio da batalha e assumiu a missão de atacar as posições japonesas. Finalmente, em 17 de junho, a guarnição japonesa foi dividida em três bolsões cercados, não mais capazes de uma defesa coerente, e alguns dos recrutas mais novos começaram a se render. Buckner transmitiu uma mensagem para Ushijima pedindo para que ele parasse a luta e salvasse a vida dos soldados sobreviventes, já que o fim era inevitável.

    Ironicamente, o próprio Buckner foi morto no dia seguinte quando uma bomba japonesas explodiu e o atingiu com lascas letais de coral enquanto ele inspecionava o 8º pelotão de fuzileiros. Ushijima só viveu uma semana a mais do que ele, pois cometeu um ritual suicida com seu chefe de equipe depois de mandar um último relatório para Tóquio. “Nossa estratégia e equipamentos foram usados ao máximo e nós lutamos bravamente... mas ainda não foi nada perto do poder material do nosso inimigo”. Sua afirmação estava perfeitamente correta: o Japão estava condenado.

pp. 246-247

fonte: BISHOP, Chris & McNAB, Chris. II Guerra Mundial. Vol. 3: A Guerra no Pacífico. 1942 a 1945. trad. Tatiana Napoli. São Paulo: Escala, 2009.




mais info em

http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/okinawa-derradeira-batalha-435334.shtml


http://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_de_Okinawa

http://pt.wikipedia.org/wiki/Yamato_%28coura%C3%A7ado%29

http://pt.wikipedia.org/wiki/Kamikaze


https://okinawabrasil.wordpress.com/2010/01/27/sobre-a-batalha-de-okinawa-a-historia-de-um-povo-a-banalizacao-do-mal-e-a-insustentavel-busca-pela-paz-numa-base-militar/



videos


https://www.youtube.com/watch?v=24Llp6K3XBE

https://www.youtube.com/watch?v=UXvtDi9a1Oc

https://www.youtube.com/watch?v=TwOMfzU7VBQ




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quarta-feira, 8 de abril de 2015

Batalha de Montese - abril 1945



 

 

Batalha de Montese

 

Abril 1945

 

A tomada de Montese: 14 de abril de 1945.

      Buscando abreviar a guerra na Itália, na primavera de 1945 todas as forças aliadas foram mobilizadas em uma importante ofensiva, que deveria eliminar o remanescente das forças nazistas, que já exaustas e sem suprimentos sucumbiriam facilmente.

     Acatando sugestão do próprio comandante Brasileiro, Gen Mascarenha de Morais, a missão de capturar Montese foi entregue à FEB, se constituindo de vital importância a fim de abrir livre passagem às forças aliadas (5º exercito americano e 8º exercito britânico) para o Vale do rio Pó. Montese ficava próximo as províncias de Bolonha e Modena, em uma posição elevada, o que favorecia os defensores.

 

      Sem apoio das forças aliadas, pela primeira e única vez a FEB operou de forma integrada seus elementos de artilharia expedicionária, os três regimentos de infantaria e o esquadrão de reconhecimento (este mecanizado, empregando os veículos M.8 Greyhound).

       A tomada de Montese revelou aos “pracinhas” uma nova e cruel forma de guerra, a “guerra urbana” com combates dentro da cidade, envolvendo a tomada de cada casa, o que favorecia aos defensores na realização de emboscadas e armadilhas!

      Às 13:30hrs de 14 de abril as forças brasileiras adentraram na cidade e deram inicio a batalha, na qual a atuação brasileira foi exemplar, tendo cobrado 430 baixas aos brasileiros e 189 civis. Em resultado da ação dos brasileiros, no dia seguinte houve a rendição das forças alemãs e a cidade foi declarada segura no dia 16.

 

        Durante tal ação, as forças da FEB se viram sob fogo de toda a artilharia alemã, o que facilitou o avanço da 10Th Divisão de Infantaria de Montanha americana.

       Em resultado a vitória brasileira, a população de Montese renomeou uma de suas praças com o nome de Piazza Brasile como forma de homenagear seus libertadores.

       Montese se revelou a mais sangrenta batalha em que o Brasil tomou parte desde a Guerra do Paraguai, tanto que das cerca de 1.121 casas que haviam na cidade, mais de 800 foram destruídas em resultado das batalhas e resultou no maior numero de baixas da FEB.

       Depois de Montese, a FEB não se envolveria em batalhas tão violentas, porém se manteria em combate e computaria a captura da 148º Divisão de Infantaria Alemã e da 90º Divisão Panzer, dentre outras totalizando um total de 14.779 prisioneiros nos seus 9 meses de combate na Itália obtendo 20 vitórias e tido enfrentado 9 divisões nazistas e 3 italianas.

 

 


 

 

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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Batalha de Iwo Jima - fevereiro - março 1945



 

Batalha de Iwo Jima


Fevereiro - março 1945

 

     Avançando rumo ao perímetro nipônico, as forças norte-americanas atacaram

a ilha de Iwo Jima, rocha de origem vulcânica em pleno oceano, mas ótima

localização para aterrisagem de grandes bombardeios, numa batalha que

durou mais de 30 dias, e que ficou famosa pela imagem patriótica dos

soldados elevando uma bandeira no alto do monte.

 

“Quando teve início a guerra com o Japão, o que nenhum estrategista

do Pentágono, como é conhecido o prédio onde funciona o comando das

forças armadas dos Estados Unidos, em Washington, poderia imaginar é

que uma ilhota vulcânica e inóspita seria palco de uma batalha decisiva.

 

Iwo Jima, cujo nome em japonês significa "ilha de enxofre" (uma referência ao

odor de enxofre que impregna a ilha, exalado pelo seu terreno vulcânico), sequer

constava nos planos elaborados pelos estrategistas norte-americanos durante os

primeiros anos da guerra. Durante muito tempo, o principal objetivo nos planos

traçados pelos estrategistas era Formosa (nome pelo qual a ilha de Taiwan era

mais conhecida no Ocidente, o nome "Formosa" foi dado pelos navegantes

portugueses, numa referência à beleza da ilha).

 

Taiwan estava sob ocupação japonesa e havia se tornado o principal objetivo

dos estrategistas norte-americanos tão logo o general Douglas Mac Arthur reconquistou

as Filipinas para os Estados Unidos (na época, as Filipinas eram uma possessão

norte-americana, que durante a guerra foi invadida e ocupada pelos japoneses).


No entanto, Taiwan apresentava sérios obstáculos para as forças norte-americanas:

era uma ilha grande, estava fortemente defendida pelos japoneses e uma grande

distância ainda a separava do Japão, o que não a tornava o local mais adequado

para servir de base para aviões norte-americanos partirem para bombardeios

contra as cidades japonesas. Foi então que o nome "Iwo Jima" foi cogitado e

passou a constar nos planos.

 

Pistas de pouso


A ideia dos estrategistas norte-americanos era transformar a ilha, então ainda

ocupada pelas forças japonesas, numa base para aviões bombardeiros. Os

japoneses haviam construído pistas de pouso em Iwo Jima. Essas eram usadas

pelos aviões japoneses (tanto bombardeiros quanto caças). O plano dos militares

norte-americanos era tomar a ilha (o que já se sabia uma tarefa difícil) e reaproveitar

as pistas construídas pelos próprios japoneses.


Construir uma pista de pouso é uma tarefa árdua e demorada, por isso, os

norte-americanos não tinham interesse em destruir as pistas de pouso construídas

pelos japoneses. Além disso, Iwo Jima estava exatamente no meio do caminho

entre as ilhas Marianas e o Japão.”

 


 
 

Finalmente, no dia 19 de fevereiro de 1945, três divisões dos fuzileiros

navais dos Estados Unidos, com pouco mais de 70 mil homens, desembarcaram

na ilha. Para transportá-los foram utilizados 68 veículos anfíbios. Quase a

metade dos fuzileiros dessas três divisões já tinha experiência em combate.

Alguns deles, como, por exemplo, o sargento de artilharia John Basilone mais

conhecido pelo apelido "Manila John" (que ele ganhou por ter servido o exército

norte-americano nas Filipinas antes de se juntar aos fuzileiros), já haviam lutado

contra os japoneses na batalha de Guadalcanal (uma das ilhas Salomão),

travada em 1942. Ele recebeu a Medalha de Honra, em reconhecimento a suas

ações em Guadalcanal, mas se recusou a receber patente de oficial e se apresentou

como voluntário para voltar a lutar no Pacífico.


Outros eram bem mais jovens, caso do recruta Anthony Muscarella, que se alistou

quando tinha apenas 14 anos (ele mentiu na idade para poder se alistar). Dois anos

depois, ele já era um veterano que havia lutado nas ilhas Marianas, apesar de seus

apenas 16 anos de idade.”

 

“O primeiro obstáculo enfrentado pelos fuzileiros navais norte-americanos em Iwo Jima

foram as própria praias da ilha. A areia preta das praias imobilizava veículos de quatro

rodas, chegando a entupi-los.


Kuribayashi ordenou aos seus soldados que não disparassem durante os primeiros

momentos do desembarque. Assim, para não revelar suas posições, a artilharia

japonesa permaneceu em silêncio. Logo após o desembarque, a maioria dos fuzileiros

começou a seguir em direção ao monte Suribachi. Os norte-americanos contavam

com os pesados tanques M-4 Sherman, mas subir a colina era tarefa para os fuzileiros

a pé (o que significava correr vários riscos).


Tão logo os norte-americanos avançaram uns 500 metros no interior da ilha, eles

foram surpreendidos quando os japoneses começaram a disparar com força total

usando morteiros e outras armas. Um dos que morreram no ataque foi o

sargento Basilone.

 

 

Monte Suribachi

 

Enquanto não conseguissem tomar o monte Suribachi, os norte-americanos

permaneceriam extremamente vulneráveis aos ataques inimigos. Para eles,

era de vital importância tomar o monte. Por sua localização, a elevação oferecia

uma vantagem estratégica para quem estivesse no alto: de suas encostas

era possível lançar fogo de artilharia para qualquer direção.


Poucas horas antes do amanhecer do dia 23 de fevereiro daquele ano, os

norte-americanos tomaram o monte Suribachi. Escolheu-se esse horário para

a tomada porque daria uma dupla vantagem: a escuridão permitiria que os

norte-americanos passassem pelos inimigos sem ser vistos e logo depois

poderiam enfrentá-los à luz do dia. Naquela manhã, ocorreu o momento que

seria imortalizado numa das imagens mais famosas da guerra: o hasteamento

da bandeira dos Estados Unidos no topo do Suribachi.

 

Saldo final da batalha de Iwo Jima


Os Estados Unidos saíram vitoriosos da batalha de Iwo Jima, mas a vitória

custou muitas vidas humanas. Mais de 5 mil norte-americanos morreram na ilha

(os historiadores divergem quanto ao número exato, alguns hoje falam em mais

de seis mil). O número de baixas (que inclui os feridos) entre os norte-americanos

foi ainda maior: passou de 24 mil.


No lado japonês, as perdas foram ainda maiores: cerca de 20 mil japoneses

morreram. Os norte-americanos não conseguiram fazer muitos prisioneiros:

apenas pouco mais de mil japoneses foram capturados vivos.


Quatro dias depois da tomada de Iwo Jima, teve início a invasão norte-americana

à ilha de Okinawa. Os caças norte-americanos já estavam utilizando as pistas

de voo conquistadas, que se tornou também um local para reabastecimento.

Com a tomada de Iwo Jima, pela primeira vez, todas as ilhas que compõem o

arquipélago japonês estavam sendo bombardeadas pelos aviões norte-americanos.

 

O número de civis japoneses que morreram em bombardeios aéreos foi superior ao

número de vítimas dos bombardeios aéreos da força aérea alemã sobre a Grã-Bretanha.

Durante ataques aéreos noturnos, os aviões norte-americanos lançavam bombas

incendiárias. A maioria das casas japonesas era de madeira, o que fazia o fogo

se espalhar mais depressa.”

 


 

 

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vídeos




 

filme


Cartas de Iwo Jima / 2006



 

 

 

 

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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Conferência de Yalta / Ialta - fevereiro 1945


 
 


Fevereiro 1945

 

Conferência de Yalta

 

Realizada na Crimeia, sul da Rússia, de 4 a 11 de fevereiro, após a expulsão das tropas

germânicas, com a presença dos líderes aliados, para redefinir o mapa europeu,

e as áreas de influência, quando do fim da guerra, prevendo a derrota das

forças nazistas nos campos de batalha e no bombardeio das infraestruturas

alemãs.

 

Os três grandes líderes reuniram-se de 4 a 11 de fevereiro de 1945 em Ialta,

na Crimeia, após mais de cinco anos de guerra e milhões de mortos. Praticamente

já ocupada, a Alemanha não estava mais em condições de resistir por muitas semanas.

A Itália estava rendida, mas o Japão ainda resistia no Oceano Pacífico.

Embora a Segunda Guerra Mundial ainda não estivesse oficialmente encerrada,

Franklin D. Roosevelt, Josef Stalin e Winston Churchill, considerando-se vencedores

sobre os nazistas e fascistas, iniciaram a discussão sobre a ordem internacional no pós-Guerra.

A Conferência de Ialta, às margens do Mar Negro, foi uma das três grandes conferências que

determinaram o futuro da Europa e do mundo no pós-Guerra (além da de Teerã, em 1943,

e a de Potsdam, em meados de 1945). Mesmo que a divisão do mundo não estivesse nos

planos das lideranças aliadas neste momento, a Guerra Fria acabou sendo uma das

consequências do encontro.

Para o historiador Jost Dülffer, da Universidade de Colônia, Ialta tinha boas chances de

estipular uma nova ordem de paz no pós-Guerra: "Foi aprovada uma declaração sobre a

Europa libertada e discutiram-se várias questões, cuja solução era apenas parcial. Por fim,

eles tiveram que se curvar aos fatos: os russos estavam às margens do rio Oder, no Leste,

e os norte-americanos na fronteira oeste da Alemanha".

 


 

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Ao encontrar-se na cidade de Yalta na Crimeia russa de 4 a 11 de fevereiro, Roosevelt,

Churchill e Stalin chegavam cada qual com sua agenda para a conferência. Para Stalin,

os principais objetivos eram a assistência econômica no pós-guerra e o reconhecimento

por parte dos Estados Unidos e da Grã Bretanha de sua esfera de influência na Europa Oriental.

Churchill tinha em mente antes de tudo a proteção do Império Britânico, mas também queria

esclarecer o status político da Alemanha no pós-guerra.

As metas de Roosevelt se concentravam no consenso para a criação das Nações Unidas e

em conquistar o apoio efetivo da União Soviética na guerra contra o Japão uma vez que Hitler

já estava praticamente derrotado. Nenhum deles deixou Yalta completamente satisfeito.

Não houve definição precisa quanto à ajuda financeira à União Soviética. Muitas questões

pertinentes a Alemanha foram diferidas para posterior discussão.

Quanto às Nações Unidas, Stalin queria que todas as 16 Repúblicas soviéticas estivessem

representadas na Assembleia Geral, mas concordou com três – a União Soviética como um todo,

a Bielorússia e a Ucrânia. Entretanto, os soviéticos concordaram em entrar em guerra contra o

Japão noventa dias após a capitulação de Berlim.

Foi sobre o estatuto de pós-guerra da Polônia, porém, que a animosidade e a desconfiança entre

Estados Unidos e a União Soviética que iria caracterizar a Guerra Fria se tornaram mais evidentes.

As tropas do Exército Vermelho já tinham a Polônia sob controle, um governo provisório

pró-comunista já se havia instalado e Stalin mostrou-se inflexível no sentido de os interessas

da União Soviética nessa nação fossem reconhecidos. Os Estados Unidos e a Grã Bretanha

acreditavam que o governo polonês anticomunista no exílio, baseado em Londres, fosse mais

representativo do povo polonês.”

 


 

 

 

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Libertação do Campo de Extermínio Auschwitz-Birkenau








Solução Final

Libertação do Campo de Extermínio Auschwitz-Birkenau

janeiro 2015

O Sistema dos Campos de Concentração

       “O campo de Dachau, construído em 1933 nos arredores de Munique, é o primeiro de uma longa lista de campos de concentração para os quais são deportados opositores políticos e elementos 'antissociais', sem qualquer intervenção das autoridades judiciárias. Depois da eclosão da guerra, a polícia secreta de Estado (Geheime Staatspolizei, abreviada para Gestapo), a polícia criminal do Reich (Kripo), os órgãos de segurança do Partido Nazista (Sicherheitsdienst, abreviado para SD), aos quais vai se juntar a polícia militar (Feldgendarmerie), deportam dos territórios ocupados da Polônia e da Rússia dezenas de milhares de pessoas para os campos de concentração. São homens, mulheres e crianças coagidos aos trabalhos forçados em condições que equivalem a uma condenação à morte.

      Ao campo de Dachau seguem-se os de Sachsenhausen, Buchenwald, Flossenbürg, Mauthausen (nas redondezas da cidade austríaca de Linz) e o exclusivamente feminino de Ravensbruck. Seguir-se-á a construção, entre outros , de Chelmno, Belzec, Sobibor, Treblinka e Maidanek, verdadeiros campos de extermínio.

      As diversas categorias de detidos são assinaladas por distintivos de cores diferentes (vermelho para os políticos, rosa para os homossexuais, verde para os prisioneiros comuns, lilás para as Testemunhas de Jeová, preto para os antissociais, amarelo para os judeus). A população dos campos sofre um espantoso incremento com a chegada de prisioneiros de guerra e de núcleos de população dos territórios do Leste. Em 1942 a gestão dos campos passa para as mãos das SS, que se encarregam de organizar o trabalho forçado dos internados. Nas proximidades dos campos surgem muitas vezes fábricas (como a IG Farben, perto de Auschwitz), cuja produção é destinadas a usos bélicos.

       Depois da Conferência de Wannsee [perto de Berlim, em 20 de janeiro de 1942, onde a hierarquia nazista decidiu a 'solução final'],o extermínio dos judeus se torna uma prática sistemática. Precedida pelo decreto 'noite e nevoeiro' [Nacht und Nebel] (expressão em código que quer dizer 'em total segredo'), que em 1941 dispôs a transferência de todos os suspeitos para os campos de concentração, a política de aniquilamento racial registra um salto à frente com a construção de campos de extermínio na Europa do Leste, onde as câmaras de gás e os fornos crematórios são os instrumentos do extermínio em massa dos prisioneiros (judeus e não-judeus) julgados inaptos para o trabalho forçado. Calcula-se que o número de judeus mortos nos campos nazistas atinja cerca de seis milhões, enquanto chegam a cerca de 20 milhões as pessoas que, entre 1936 e 1945, são deportadas para os campos de concentração e de extermínio.

       Centenas de milhares de pessoas, alemães e do Leste europeu, com vários níveis de responsabilidade (transportes, administração, vigilância), foram envolvidas nessa gigantesca obra de eliminação das 'raças inferiores'. Aos seis milhões de judeus devem ser acrescentados 3,5 milhões de prisioneiros soviéticos, cerca de um milhão de detidos nos campos de concentração, cerca de 240.000 ciganos e não menos de 70.000 doentes mentais, objeto de eutanásia.”


O Símbolo do Genocídio

       “Em 1940, entra em funcionamento na Silésia (sul da Polônia) o mais extenso e eficiente campo de extermínio, que se tornou o próprio símbolo do genocídio: Auschwitz-Birkenau. Ele se transforma em pouco tempo em uma extensão do moderno sistema de produção industrial, no qual são empregados milhões de seres humanos como matéria-prima cujo fim é a morte por privações ou nas câmaras de gás. Nele coexistem os trabalhos forçados e o extermínio em massa planejado. É a única alternativa que aguarda os internados que chegam nos vagões de carga.

       O complexo do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau é composto de três campos diversos. O primeiro é o principal (Auschwitz I), onde foram instalados uma câmara de gás e um forno crematório para a matança de prisioneiros russos e doentes terminais. O segundo é o de Birkenau (Auschwitz II, a dois quilômetros do campo principal), onde se pratica o extermínio em massa dos judeus e dos ciganos, subdivido em dois bunkers, nos quais funcionam até janeiro de 1945 uma dezena de câmaras de gás de cerca de 240m2 cada uma, onde os internados são asfixiados com o Zyklon B, vendido como pesticida. Birkenau dispõe, além disso, de quatro fornos crematórios.

        A seis quilômetros dele está o complexo industrial (Auschwitz III) da IG Farben (na localidade de Monowitz), onde a mão de obra escrava produz metanol e borracha sintética. O comandante do campo Rudolf Hess coordena a seleção dos judeus deportados para o local de todos os cantos da Europa (Polônia, França, Holanda, Grécia, Alemanha, Itália, Noruega, Iugoslávia, Hungria, Bélgica, além dos guetos dos territórios ocupados pela Wehrmacht) e a organização do trabalho e dos procedimentos de extermínio executados pelas SS. Os presos aptos para o trabalho vivem em condições amedrontadoras: amontoados em barracos, acometidos de doenças infecciosas, em condições higiênicas espantosas e com rações alimentares de fome.

        Em 1943, Birkenau atinge sua ocupação máxima: 200.000 internados. Descoberto em janeiro de 1945 pelo Exército Vermelho em seu avanço sobre a Alemanha, o campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau deu a morte a cerca de dois milhões de pessoas.

       Os mais recentes estudos sobre o funcionamento dessa organização para o extermínio em massa liberaram definitivamente o campo das tentativas de 'revisionistas' de redimensionar ou até mesmo de negar a existência dessa gigantesca máquina de morte, com a qual o regime nazista procurou exterminar um povo inteiro por motivos raciais. Auschwitz fica como uma admoestação para a memória de todas as consciências do mundo civil.”
pp. 139-142

Fonte: FIORANI, Flavio. História Ilustrada da II Guerra Mundial. Volume 2. São Paulo: Larousse, 2009.




Os Russos às portas da Prússia Oriental

      “Na Hungria, o Exército Vermelho teve muito trabalho para abrir uma brecha para chegar a Budapeste (cuja população está reduzida à miséria), onde a encarniçada resistência alemã só cessou nos primeiros dias de fevereiro de 1945, depois de dois meses de ásperos combates.

       No front do mar Báltico e de Leningrado, é coroada de sucesso a manobra com a qual os soviéticos conseguem isolar o grupo de exércitos Norte alemão, obrigado a abandonar a Estônia e sob a ameaça de ser esmagado em um enorme bolsão às margens do Báltico. Logo depois, ante o impetuoso avanço do segundo front bielo-russo de Rokossovsky, as portas da Prússia oriental se abriram, enquanto Stálin [comandante soviético] ordenou aos outros dois fronts – o ucraniano de Koniev e o bielo-russo de Zukov, que possuem quase um terço de toda a infantaria soviética e metade do total dos tanques do Exército Vermelho – preparar a grande ofensiva que deverá conduzir a Berlim.

       No dia 21 de janeiro de 1945 Rokossovsky ocupa Tannenberg, onde em 1914 os exércitos prussianos tinham vencido as tropas do czar [imperador russo antes da Revolução de 1917]. Os contingentes alemães na Prússia oriental se entrincheiraram em Konigsberg, cercada pelos soviéticos. Com uma série de terríveis golpes que têm o objetivo de aniquilar o inimigo, Koniev marchou para Breslávia, Cracóvia e para a região industrial da Silésia.

          No dia 27 de janeiro os russos entraram no campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau. Com um intenso e aterrador bombardeio a partir da cabeça-de-ponte soviética às margens do Vístula, ao sul de Varsóvia [Warsaw], Zukov abriu a ofensiva que em poucos dias levaria à libertação da capital polonesa.”
pp. 254 e 256

Fonte: FIORANI, Flavio. História Ilustrada da II Guerra Mundial. Volume 3. São Paulo: Larousse, 2009.



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